NOVAS TECNOLOGIAS DA ENGENHARIA CIVIL

October 15, 2019

Veja algumas novas tecnologias desenvolvidas para a construção civil, materiais inovadores que visam sustentabilidade, rapidez e resistência.

 

 

Impressão 3D

 

A Impressão 3D é um processo para criar um objeto físico tridimensional camada por camada, a partir da projeção digital desse mesmo objeto. Essa impressão ocorre através de depósitos de diversas camadas de um determinado material em uma base específica. Há formas diferentes de realizar uma impressão tridimensional, mas todas possuem dois princípios de inovação: manipular o objeto ainda em sua forma digital e a capacidade de compor novas formas através de adição de materiais.

É possível dizer que esse conceito ainda está em sua fase embrionária, com um imensurável potencial de crescimento. Ainda que não seja usual, as impressoras 3D avançaram tanto nesses últimos anos, que hoje já são capazes até de construir casas e até prédios inteiros, destacando-se pela alta velocidade em sua execução.

No ramo arquitetônico, elas são uma excelente ajuda na hora de construir maquetes realistas. Na construção civil pode-se utilizar esse equipamento para prototipagem de partes, “esculpir” detalhes precisos no local, e representar por meio de maquetes tudo que for necessário, desde paredes até a parte hidráulica e elétrica. Além da rapidez para desenvolver seu trabalho, as impressoras 3D contribuem para uma construção mais sustentável, evitando desperdício de materiais.

Utilização de drones

 

 

Drones são pequenos dispositivos comandados por aplicativos ou controles, equipados com uma câmera de alta definição e capazes de voar com grande autonomia, que permitem estudar detalhadamente a evolução da construção de uma edificação, sendo estáveis, muito fáceis de controlar enquanto no ar e com um custo acessível. Assim, os drones conseguem capturar imagens a partir de ângulos diversos, que até então só tinham acesso com a contratação de um helicóptero (caro e de uso esporádico) e agora podem ser adotados como parte da rotina de uma construção. Dessa maneira, as empresas construtoras têm coletado dados altamente estratégicos, ou seja, que contribuem para melhorar a capacidade de projeto e planejamento de todos os tipos de construções. A utilização desse equipamento acompanha basicamente todas as fases da obra, desde o mapeamento do terreno, acompanhamento e monitoramento da obra, até a geração de imagens para publicidade.

Aplicação do Bambu em estruturas

 

O aço é um dos materiais mais utilizados na construção civil, devido a sua alta resistência e durabilidade. Há pouco tempo atrás, no Brasil, o bambu começou a ser utilizado em seu lugar, por possuir uma resistência à força de compressão e tração parecidas e às vezes até superior a do aço. Devido essa alta em sua utilização, foram criadas normas para o seu uso, que especificam como utilizar cada espécie da planta e qual carga elas aguentam. O bambu é um material abundante, quanto mais se corta, mais ele se dissemina, é ecológico e, se tratado devidamente, pode durar até 25 anos. Apesar das diversas vantagens, ainda que o Brasil tenha extensas áreas de plantio de bambu, a planta ainda não é devidamente aproveitada na construção civil, e o seu custo ainda é bem caro, principalmente pela necessidade de uma mão de obra especializada, isso, com os custos do tratamento, encarece o produto final. Mas felizmente, o mercado mundial está despertando para o potencial desse vegetal.

Bio-concreto

 Os pesquisadores holandeses da Univesidade de Delft desenvolveram um concreto que se auto regenera, sendo capaz de regenerar suas próprias rachaduras, uma opção mais barata e sustentável que aumenta o tempo de vida de edificações. Essa solução veio da biologia, mais precisamente do estudo das bactérias, que são ativadas quando detectam a presença da umidade no ambiente. Isso ocorre justamente em uma situação de fissuras ou rachaduras, que permite a entrada de água na estrutura. A bactéria bacillus pseudofirmus, encontrada em lagos congelados na Rússia, é capaz de produzir calcário. Quando incorporadas à mistura de concreto, essas bactérias produzem carbonato de cálcio e são capazes de selar as fissuras existentes, poupando mão-de-obra e gastos com manutenção na construção civil. Esse material já está sendo utilizado em algumas construções, que devem ser monitoradas pelos pesquisadores com intervalos de dois anos. A vida útil da bactéria é de 200 anos, sendo essa uma boa vantagem, reduzindo os custos de manutenção. A utilização do bio-concreto também é sustentável, já que a emissão de dióxido de carbono é bem reduzida se comparada pela causada na fabricação de cimento. O próximo desafio é a aceitação do mercado, já que o custo desse material é quase o dobro de um concreto comum, espera-se que os avanços da pesquisa permitam com que o material possa se popularizar.

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