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SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Atualizado: 12 de mar.


É sabido que no setor da construção ocorre um vasto consumo de recursos naturais, energéticos, além de haver a geração de resíduos. Os debates acerca das consequências de tais fatores têm impulsionado um crescimento da consciência no sentido de adotarmos práticas e processos produtivos em busca da sustentabilidade.


Índice do Artigo:


  • Introdução

  • Definição de Sustentabilidade

  • Benefícios de práticas sustentáveis na construção

  • Princípios básicos da construção sustentável

  • Certificações para construções sustentáveis


 

Introdução


A sustentabilidade no nosso segmento consiste em sistemas construtivos que envolvem a integração com o meio ambiente. Assim, trazendo adaptações e novas técnicas que atendam as necessidades de uso. Sejam elas dos materiais, do local, produção e consumo humano, visando não esgotar os recursos naturais e garanti-los para o futuro. É importante frisar também seu caráter social, com edificações econômicas e que possuam bem-estar.


Esses fatores impõem uma série de premissas necessárias para a concepção de uma construção que se enquadre e um devido planejamento. Entre elas a escolha de materiais ambientalmente corretos, de origem conhecida e certificada, com baixas emissões de gases, menor geração de resíduos, cumprimento das normas. Também é importante que causem um menor dano nas áreas de vegetação e necessitem de um menor gasto energético e de água em todas as fases além de, no fim de seu ciclo, possam ser reaproveitados.


Durante a concepção do projeto, uma construção sustentável deve também se atentar ao atendimento às normas de segurança e a legalidade das contratações. Todos os pontos citados alcançarão os objetivos e benefícios de uma construção ambientalmente sustentável, sociais e econômica.


 

Definição de Sustentabilidade


A definição mais utilizada foi estabelecida em 1987 pela Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Comissão de Brundtland, onde descreve: "O desenvolvimento sustentável atende às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades."


O conceito de sustentabilidade é derivado do debate sobre o desenvolvimento sustentável. Esse se iniciou formalmente na primeira Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, ocorrida em 1972 em Estocolmo.


O conceito de desenvolvimento sustentável refere-se ao processo de gerenciamento do equilíbrio entre a capacidade que o meio ambiente tem a oferecer, o gasto dessas demandas por igualdade e a geração de bens.


Sendo assim, é importante destacar que o conceito envolve respeitar os ciclos naturais, o tempo de recomposição dos recursos e os limites que os envolve. Assim como conservar a integridade do ambiente e consumir sem ultrapassar a capacidade de renovação dos recursos.


A sustentabilidade, portanto, diz respeito às escolhas sobre as formas de produção, consumo, habitação, comunicação, alimentação e transporte. Da mesma forma sobre o relacionamento das pessoas com o ambiente, considerando os valores éticos, solidários e democráticos.


 

Benefícios de práticas sustentáveis na construção


1) Preservação Ambiental:


Em um mundo cada vez mais carente de recursos naturais, ter o objetivo de construir de forma consciente é de grande contribuição às gerações futuras. Então, o primeiro grande benefício que pode ser citado sobre a construção sustentável, é que esta é ecologicamente correta.


Os avanços no desenvolvimento de tecnologias ambientais nos trouxeram opções de recursos alternativos para a arquitetura e construções. Eles podem ser realizados e planejados para que suprimam menores áreas de vegetação e gerem menos resíduos durante a fase de construção. Também para que necessitem de menos energia e água durante a fase de operação, sejam duráveis, flexíveis, passíveis de requalificação e possam ser reaproveitados em uma reciclagem no fim de seu ciclo de vida.


Resíduos de alguma construção que serão recolhidos
GERAÇÃO DE RESÍDUOS

2) Socialmente:


A sustentabilidade ocasiona uma geração de emprego e renda que impulsiona um desenvolvimento da economia local. Além de promover a integração de ocupantes do empreendimento com a vizinhança e uma adequação arquitetônica, o que culmina na redução do impacto ambiental da construção sobre as comunidades vizinhas.


É interessante também relembrar que as pessoas passam aproximadamente 90% do tempo dentro de edificações, portanto a qualidade de vida está diretamente atrelada aos níveis das construções. Dessa forma, a construção sustentável desenvolve outras perspectivas para atender aos fatores como a qualidade do ar, conforto térmico e conforto acústico.


Para além do fato de os edifícios mal concebidos gerarem um impacto negativo na saúde dos utilizadores e residentes, também podem acarretar custos de manutenção e aquecimento muito elevados.


3) Economicamente:


É possível fazer ponderações visando a viabilidade da construção, como alguns investimentos podem ser feitos para que ocorra um retorno financeiro justo, tendo alguns exemplos ganhos economizando nas contas, como de luz ou de água. Isso considerando que uma cisterna pode reduzir em até 70% seu consumo mensal de água, enquanto a energia fotovoltaica pode deixar sua conta de luz alcançar o valor mínimo.


Outro exemplo é o uso dos devidos materiais certificados, o empreendimento conta com uma produção de estruturas com mais resistência a deterioração, assim reduzindo possíveis gastos com manutenção e um ciclo de vida maior.


Energia fotovoltaica instalada nas construções para a economia de energia
ENERGIA FOTOVOLTAICA

Outro ponto a ter reconhecimento é a valorização do empreendimento. De acordo com estudos realizados pela Green Building Council, no Brasil, um imóvel ecologicamente correto tem um aumento entre 5% e 10% em sua valorização. Ou seja, a construção sustentável agrega valor instantâneo ao empreendimento, já no momento da instalação.


 

Princípios básicos da construção sustentável


Um dos primeiros passos para a sustentabilidade na construção é o compromisso das empresas e participantes de todos os processos da cadeia produtiva. Essas devem criar as bases de projetos efetivamente sustentáveis, trabalhando com pensamentos alinhados no objetivo e caráter da construção.


Entre alguns principais aspectos que atendam os critérios sustentáveis, temos inicialmente que o projeto de sustentabilidade tem que ter qualidade. Isso a fim de garantir que os níveis de excelência sejam atingidos, mantidos e compartilhados nos processos das empresas.


Tendo como o intuito de busca por uma melhoria contínua, estimulando a evolução constante dos processos empresariais. Estes estão ligados ao consumo de recursos naturais, desperdícios, geração de resíduos, durabilidade e entre outros.


É necessário ter em mente também que sustentabilidade não pode estar ligada à informalidade. Desta forma, é fundamental selecionar os fornecedores, tanto de materiais e serviços, assim como a equipe de mão-de-obra.


As empresas que trabalham com fornecedores informais, passam a fazer parte desse ciclo nocivo da informalidade. É preciso garantir a legalidade de toda a empresa e de todos os processos.


Além de garantir a legitimidade da empresa, a seleção de fornecedores formais estimula o aumento de profissionalização na cadeia produtiva. Consequentemente traz a eliminação de empresas com baixa produtividade que só se mantém no mercado por economias advindas de atividades ilícitas.


Outro grande ponto é a busca constante por inovação, a utilização de novas tecnologias, quando possível e adequado. Caso sejam inviáveis, buscar soluções criativas respeitando as necessidades específicas.


É importante que as empresas tenham contato constante com estudos e agentes promotores de novas tecnologias. Sejam elas relacionadas a oferta de novos materiais e equipamentos, quanto na capacitação de mão-de-obra.


A base para a sustentabilidade na construção é alinhar ganhos ambientais e sociais com os econômicos, demonstrando a importância da inovação.


Planejamento de uma casa para obter maior economia e inovação
INOVAÇÃO E PLANEJAMENTO

 

Certificações para construções sustentáveis


Nos últimos anos, houve uma intensa degradação ambiental e discussões acerca das consequências geradas. Com isso, a indústria passou a intervir diretamente nos processos envolvidos, no objetivo de resultar na mitigação dos impactos ao meio ambiente. Dessa forma, com a necessidade de obter melhores resultados e organizações de todo o mundo, este tem desenvolvido sistemas de avaliações ambientais, como certificações e selos.


Em resumo, esses sistemas são compostos por critérios de avaliação organizados em categorias. As edificações recebem certificação ambiental, ao atingirem o desempenho mínimo de acordo com os critérios e objetivos pré-estabelecidos. Dentre alguns deles, são:


  • Qualidade da implantação

  • Gestão do uso de água

  • Gestão do uso de energia

  • Gestão de materiais e redução de resíduos

  • Prevenção de poluição

  • Gestão ambiental do processo

  • Gestão da qualidade do ambiente interno

  • Qualidade dos serviços

  • Desempenho econômico


Determinadas iniciativas ainda usam métodos diferentes, consideradas inovadoras por avaliar não somente o desempenho potencial do empreendimento implantado, como também as escolhas feitas nas fases de concepção, planejamento e implantação.


1) Leadership in energy and environmental design (LEED)


O sistema de certificação e orientação ambiental internacional LEED, está presente em 143 países e garante os critérios que caracterizam uma edificação como sendo corretamente ecológica. O nível da certificação está atrelado ao número de pontos podendo variar de 40 pontos - nível certificado, a 110 pontos - nível platina. Desse modo, o LEED consiste em um sistema global, regional e local de certificação de edifícios verdes verificando a inserção de métricas e práticas. Nesse contexto, essa certificação engloba desde a conceituação, projeto e construção da edificação.


2) Alta qualidade ambiental (AQUA)


Esse processo consiste em uma certificação internacional da construção sustentável, foi criado com base da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environmentale) e trazido ao Brasil pela Fundação Vanzolini.


O principal fator que o difere dos demais é a adaptação à realidade brasileira, considerando a cultura, clima, normas técnicas e a regulamentação existentes no Brasil.


3) Procel Edifica


O Procel Edifica tem como base o uso racional de energia elétrica em edificações desde a sua fundação. Isso através de ações que motivam a conservação e uso eficiente dos recursos naturais, dessa forma reduzindo os desperdícios e impactos ao meio ambiente.


Entre alguns outros certificados importantes temos: BREEAM (Reino Unido),CASBEE (Japão), GBTool (Internacional), LIDERA (Portugal), DGNB (Alemanha), entre outros.


 

Portanto é perceptível que a sustentabilidade tem se tornado um tema característico de grande importância para os empreendimentos, processos e negócios do mundo contemporâneo.


Dessa forma, a inovação em processos e produtos tem impulsionado conquistar patamares cada vez mais altos de industrialização. Assim contribuindo para o aumento da competitividade, base para o crescimento sustentável das construções e empresas como um todo.


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