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AUMENTO DOS PREÇOS DOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NA PANDEMIA




Se você esteve construindo ou reformando entre os anos de 2020 e 2021, com certeza sentiu no bolso o aumento dos preços dos materiais de construção civil. Mas você sabe por que isso aconteceu? Confira agora o motivo para os materiais de construção estarem tão caros e o que fazer para driblar essa situação.


Índice do artigo:


· Por que os materiais de construção civil ficaram tão caros na pandemia?

· Quais produtos sofreram as maiores altas?

· Impacto da escassez de produtos no aumento dos preços.

· Como economizar na obra mesmo com o aumento dos preços no mercado de construção.

· Quando a situação vai se normalizar e os preços passarão a cair?


 

Por que os materiais de construção civil ficaram tão caros na pandemia?


Os motivos para o aumento dos preços são inúmeros. Itens como aqueles que possuem cobre, que é uma commoditie, sofreram o impacto do câmbio, uma vez que são produtos importados e o real está desvalorizado perante o dólar. Já o cimento e o aço tiveram suas produções interrompidas no início da pandemia, e quando as atividades foram retomadas, não alcançaram a produção esperada devido à crise sanitária no país.

preço do tijolo
Tijolos e blocos tiveram altas de até 100% em alguns estados do Brasil.

Ao mesmo tempo, a construção civil foi considerada como atividade essencial, o que aumentou a demanda por esses produtos. Então, além de o setor da construção civil não ter parado, ocorreu o “movimento de formiguinha”: muitas das pessoas que não tiveram salários reduzidos passaram a economizar, pois muitos serviços de lazer foram fechados. Com isso, puderam investir em melhorias na casa, principalmente quem aderiu ao home office.


 

Quais produtos sofreram as maiores altas?


Entre todos os materiais da construção civil, produtos como fios e cabos elétricos chegaram a ter um aumento de 80% em relação ao início de 2020. Com o mercado da construção civil aquecido, juros para financiamentos mais baixos e facilidade de crédito, o número de investimentos em obras cresceu. Tal aumento mexeu com o mercado imobiliário em uma época de escassez de matérias-primas e o resultado foi parar no bolso do consumidor.


Estrutura metálica em um projeto com conceito aberto
A alta nos preços trouxe mudanças para a concepção dos projetos.

Outros materiais que sofreram grandes aumentos foram os seguintes:


- Estruturas metálicas estão 50% mais caras;

- Tubos e conexões estão 40% mais caros;

- Cimento, pisos e tintas estão 20% mais caros.


Assim, apenas o aumento do custo dos materiais representa cerca de 25% a mais no custo final da obra. Além disso, mesmo não sendo um produto, a mão de obra também ficou mais cara devido ao aumento do volume de construções no país.


 

Impacto da escassez de produtos no aumento dos preços


Loja de material para construção.
Lojas de material para construção encontraram dificuldades com o aumento dos preços.

Outro fator importante na alta dos preços dos materiais é o problema de abastecimento enfrentado pelo setor da construção civil. Produtos como aço, esquadrias de alumínio, cabos elétricos, metais, louças e tubos de PVC exigem um prazo de entrega maior.

O cimento, antes entregue em até 48 horas, agora tem uma média de entrega de 30 dias. O aço e os materiais elétricos, por sua vez, podem demorar de 60 a 90 dias para serem recebidos. Alguns produtos podem demandar ainda mais tempo, chegando a demorar 150 dias.

Tendo isso em vista, a execução das obras fica comprometida e a rentabilidade das empresas diminui, o que compromete não só a entrega nas obras em andamento mas também a geração de empregos pelo setor. Assim, apesar de o mercado estar aquecido, a imprevisibilidade dos custos está causando insegurança em quem investe no setor. A tendência é de que os novos empreendimentos tenham preços majorados e os lançamentos imobiliários sejam diminuídos nos próximos meses.


 

Como economizar na obra mesmo com o aumento dos preços no mercado de construção


Mesmo com os preços mais altos, a maior parte dos consumidores ainda precisa continuar comprando. Por isso, é interessante seguir algumas dicas para gastar menos.


1) Ter um projeto bem definido:


Ter um projeto arquitetônico com todas as etapas bem estruturadas, onde é possível prever determinados cenários, evitar atrasos e desperdícios é uma boa opção. Uma equipe capacitada para realizar um bom projeto pode diminuir os custos sem prejudicar a qualidade da obra. Indiretamente, um projeto bem organizado também pode diminuir o tempo de execução da obra, e consequentemente, reduzir custos.

Todavia, é importante ressaltar que um projeto de qualidade deve ser realizado por um profissional da área. Saiba mais sobre os benefícios de contratar profissionais capacitados lendo o nosso artigo sobre a importância de bom projeto arquitetônico.


2) Disponibilidade de tempo:


É preciso muita calma e para não sair do planejado. Ter disponibilidade de tempo para pesquisar e comparar preços é fundamental para realizar boas negociações. Geralmente, o orçamento extra é gasto ou extrapolado quando negociações são feitas às pressas para não atrasar a obra ou quando compras não planejadas são feitas por impulso.


3) Aproveite toda a tecnologia disponível:


Aliadas importantes das construtoras e de um bom planejamento no geral: essas são as tecnologias que dão suporte ao processo de orçamentação e compras. Use sem medo as ferramentas disponíveis no mercado, como aplicativos de gestão financeira e de obras, para ter o melhor controle possível de todos os gastos e enxergar com mais facilidade o melhor custo-benefício.


 

Quando a situação vai se normalizar e os preços passarão a cair?


Segundo o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aumento no custo da construção civil de modo geral foi de 1,89% em fevereiro de 2021, o maior desde junho de 2016 (1,93%). Já o custo com materiais e equipamentos aumentou 4,38%, o maior aumento desde novembro de 2002 (4,41%).



Transporte de aço
Transporte de aço.

No entanto, a expectativa é de que esse cenário tão crítico não dure por muito mais tempo. Espera-se que já agora no primeiro semestre de 2021 o preço e o abastecimento de aço e PVC comece a ser normalizado. Também é estipulado que o preço dos outros materiais comece a cair de forma gradual conforme a situação da pandemia for normalizada no Brasil e no mundo.


 

Gostou do assunto e quer saber mais? Acesse o nosso artigo sobre como a pandemia impactou o mercado imobiliário ou saiba mais sobre engenharia e arquitetura acessando o nosso blog.

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